Antibiótico Endovenoso em Casa!

Sim, é possível fazer o protocolo em casa de forma segura e eficaz.

A Enfermeira e Gerente Comercial da Cuidados em Casa, Alecsandra Fernandes, aborda um assunto importante e que vem tomando corpo, principalmente após o início da pandemia.
Segundo ela, o procedimento realizado para combater doenças infecciosas, a antibioticoterapia endovenosa domiciliar oferece inúmeros benefícios, sem contar coma redução significativa de custos por não usar o ambiente hospitalar.

Segunda Alecsandra, é vital ter o panorama completo da situação e um bom médico respaldando o protocolo. O médico em consonância com a equipe determina o antibiótico mais adequado a cada paciente e sua via de administração, que pode ser oral, tópica ou endovenosa.
Essa última é indicada para tratar infecções que requerem maior concentração sanguínea do medicamento e não podem ser administradas por via oral ou que tenham pouca biodisponibilidade oral.

A administração endovenosa de antibiótico pode ser realizada em casa, sem que o paciente precise ir ao hospital para dar prosseguimento ao seu tratamento. Mas é importante que seja seguido um protocolo a risca, afirma Alecsandra.

Aqui nós adotamos o seguinte:
• Garantir que o paciente tenha estabilidade clínica para manter-se em casa (parâmetros validados pela equipe)
• Ter em mãos a prescrição correta e detalhada
• Alocar equipe treinada e qualificada para realizar a atividade
• Acompanhar mais de perto a primeira medicação, avaliando possíveis reações, etc
• Garantir paramentação com EPIs apropriados para a equipe que fará as aplicações
• Cobrar vigilância da família quanto as questões de higienização correta de mãos, local de preparo e ambiente
• Fazer a higienização correta das mãos do profissional que aplica o medicamento, tanto no modo de fazer quanto na frequência;
• Isolar os pacientes portadores de doenças para prevenir a proliferação ou contaminação de outros, se for o caso.

O risco do ambiente hospitalar
Os estudos mostram que mais de 70% das infecções são geradas em pacientes com imunidade reduzida. Qualquer pessoa pode ser vítima de infecção, mas os pacientes com sistema imunológico baixo estão mais suscetíveis diz Alecsandra Fernandes. Então, idosos, recém-nascidos, diabéticos, pessoas transplantadas e em tratamento oncológico apresentam maior chance fisiológica de contrair doença. E o risco aumenta no caso de ambientes hospitalares, onde há muita proliferação de microrganismos (vírus, bactérias, protozoários ou fungos) devido ao contato com outros doentes. Inclusive, o controle de infecções é um dos grandes desafios para os hospitais: atualmente.


Por isso tudo, temos recebido muitos pedidos de operadoras para desospitalizaar pacientes de antibioticoterapia, visando ainda proporcionar uma sensação de conforto e bem-estar ao paciente, tranquilizar os familiares, prestar um atendimento à saúde de forma humanizada, entre outros fatores.

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